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Orgulho em Brasília: Parada se supera
e reúne público alto-astral, jovem e feliz


: : Parada de Brasília 2009
Publicado em 19.07.2009 : :Da Redação. Fotos: Pedro Marra

O tema da 12° Parada do Orgulho LGBTS de Brasília, a juventude LGBT, foi visto não apenas nos banners dos trios elétricos ou nas falas dos convidados nos microfones.
Os jovens, em massa, estavam lá. Seja andando seja em cima dos trios, era marcante a quantidade de garotos e garotas agrupados, dançando e respondendo bem a cada chamada a eles feitas por autoridades ou ativistas.

A concentração foi marcada para as 14h30, mas, nesse horário, nem a organização toda estava lá. Faltavam dois trios, que logo chegaram para ser decorados. O som apareceu pouco depois, mas ainda no momento certo para dar conta do número de pessoas que crescia. O policiamento esteve presente desde o primeiro momento e acompanhou a parada até o fim de forma satisfatória.

Nada de muito grave foi visto pela organização. No mais, a parada, apesar de ter como tema os jovens, ficou um pouco mais madura. Fala-se isso pela quantidade muito maior de ambulantes vendendo artigos arco-íris como gravata, sunga e pulseira, maior número de panfletos distribuídos em relação aos outros anos, de festa a grupo ativista de outra unidade da Federação, e até um partido político querendo angariar mais filiados com cadastro de pessoas.

Mais gente descobriu os LGBT. Ficou essa impressão. A respeito das pessoas, a mistura na medida certa dominou. Muita gente da comunidade LGBT, muitos casais homo e héteros, crianças se divertindo com a música e o colorido, idosas dando acenos animados no gramado. O clima foi alto-astral inclusive no que se refere ao tempo.

De um sol bem aberto, a tarde foi-se embora de forma bem amena. A respeito dos trios, o feminino abriu o ato, como já virou tradição. De novidade, presença de música brasileira, algo que, de acordo com a Associação da Parada, foi um pedido dos participantes no ano passado. Em seguida, vinha o maior trio, que era destinado aos convidados da organização: políticos e patrocinadores da parada. O terceiro foi o trio masculino e o último, o da Federação LGBT do Distrito Federal e Entorno.

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: : Parcerias

O primeiro convidado a falar no trio da organização foi o presidente da Brasiliatur,- Empresa Brasiliense de Turismo - João Raimundo Oliveira. A entidade pertence ao Governo do Distrito Federal. A razão da fala foi o patrocínio inédito dado ao evento. "Quando defendi a parada como atração turística no DF na mídia, muita gente foi contra. Mas isso não me influencia. Tanto é que fiz questão de estar aqui para anunciar que a Brasíliatur patrocina a parada e que faremos dela a maior do Brasil", disse. O público aplaudiu.

A saída dos trios, com horário marcado para as 15h30, atrasou. O trio feminino começou a puxar as milhares de pessoas às 16h10. Diferentemente dos anos anteriores, a concentração estava com muitas pessoas. Ao longo da caminhada, o número só aumentava. Ao final, de acordo com a organização, 40 mil pessoas participaram do evento.

Ativistas de outras unidades da Federação estiveram presentes. Havia integrantes de organizações LGBT do Rio Grande do Sul, Porto Alegre (GRUPO DESOBEDEÇA GLBT), Bahia, Amazonas e Goiás. Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Travestis (ABGLT), defendeu, em sua fala, a aprovação no Senado do projeto de lei que criminaliza a homofobia. "Há leis que defendem negros, mulheres e outros segmentos. Nós também precisamos dessa proteção", argumentou.

Dentre os que também discursaram durante a parada, estavam Eduardo Barbosa, do Programa Nacional de DST/Aids, representante do Sindicato dos Professores do Distrito Federal, que defendeu o fim da homofobia no ambiente escolar, e a deputada Erika Kokay, que lembrou aprovação de projeto de sua autoria que torna oficial o 17 de maio como o Dia Contra a Homofobia no DF.

O deputado Cristiano Araújo mandou representante. Vários banners nos trios elétricos tinham frases reivindicatórias, o que reforçou o tom político do ato. Maior presença do que esta apenas a dos banners com as logomarcas da Brasíliatur.

De acordo com a organização, esse foi um acordo feito com a empresa para o recebimento do patrocínio. A respeito de infraestrutura, a disponibilização de 70 banheiros pelas quadras ímpares do trajeto e no final da caminhada mostraram-se muito úteis. As filas para usá-los mostra que não tê-los em tal número, como ocorreu até 2008, era uma falha, mas que agora foi corrigida.

O aumento do trajeto também foi bem recebido pelo público. Em 2008, a parada saiu da 109 Sul, e, neste ano, da 111 Sul. O prometido pela entidade organizadora era deixar o Eixão às 18h, mas isso só foi feito por volta das 18h40. Daí para o final, houve uma falha de entendimento entre policiais e a organização. Os agentes não queriam deixar os trios elétricos ocuparem o retorno ao lado do Museu da República, mas logo isso foi solucionado e, em torno de 20h30, mais uma parada de Brasília chegou ao fim.

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